domingo, 16 de novembro de 2008

A importância da comunicação

Atualizado em 30/08/2007 09:35:16
Por Jornal O Povo
A vida planetária são acontecimentos provocados pelos seres humanos e pela natureza.
A sociedade tem uma história registrada pelos hábitos e posturas dos homens. As ações humanas são conseqüências da formação de cada uma das pessoas, geradas pelas informações e comunicações absorvidas por elas. O gesto e a fala foram os primeiros meios de comunicação.
Durante a evolução da humanidade a comunicação se consolidou através de várias formas. As sociedades mais primitivas das cavernas usavam os hieróglifos.
Com a evolução dos tempos os homens sentiram a necessidade de registrar os fatos e idéias visualmente, ou seja, de “ler” as informações. Foi então que surgiu - na Mesopotâmia - há cerca de seis mil anos atrás, a escrita como o grande instrumento para a formação das pessoas. Primeiramente tivemos o sistema pictográfico: a escrita era feita através de desenhos dos próprios objetos. Depois surgiu, na Grécia, uma escrita totalmente abstrata chamada cuneiforme. Eram marcas registradas em tabletes de argila molhada usando-se uma espécie de caneta de madeira com a ponta na forma de cunha.
As informações ficavam armazenadas quando os tabletes endureciam. A Fenícia, que possuía um grande comércio no Mediterrâneo, inventou o alfabeto que foi aprimorado pelos gregos e latinos. Mas foi o livro - no ano de 868 - inventado pelos chineses, o grande avanço na história dos povos. Em 1455, Johann Gutenberg criou a imprensa que desempenhou um grande papel na difusão das idéias e na cultura. A leitura foi mais valorizada e passou a ser socializada no seio da sociedade. As informações passaram a circular com maior velocidade, principalmente pelos jornais. Quais as conseqüências da socialização das informações na estrutura de poder no planeta ? A igreja católica foi a única instituição que sobreviveu à crise do longo período medieval, se constituiu a guardiã da cultura ocidental. Ela detinha poderes políticos, econômicos e militares.
As informações, como instrumentos fundamentais da liberdade, eram todas controladas pela igreja católica. Havia uma hegemonia ideológica que massacrava qualquer tentativa de massa crítica. Mas, em 1483, surgiu um homem chamado Martinho Lutero, que teve a coragem de contestar diversos valores da Igreja Católica com a proposta da chamada Reforma, consubstanciada em Noventa e Cinco Teses. As idéias de Lutero foram muito divulgadas, graças a Gutenbergue, que criou a imprensa. Rapidamente, o questionamento dos abusos da Igreja, levantado por Lutero, foi socializado para toda a Europa.
Desapareceu o monopólio das informações detido, até então, pela Igreja Católica. Multiplicaram-se potencialmente as publicações reformadoras, que passaram a ser escritas em alemão. Em 1534, Lutero traduziu a Bíblia (Novo Testamento) para o alemão, popularizando-a cada vez mais entre o povo. A partir de então, a Bíblia foi traduzida para pelo menos 2.197 idiomas. Surgia o pensamento protestante tanto para leigos quanto para o clero.
A Reforma trouxe como conseqüências transformações políticas e econômicas que marcaram o início da era moderna. Foi Lutero, com o uso da imprensa, o primeiro grande revolucionário da comunicação. Hoje, o grande salto da comunicação, com a criação da Internet, são os blogs. Eles consolidaram a segunda revolução da comunicação. Os blogs coletam, distribuem e checam notícias.
Atualmente, são alternativas à tão poderosa mídia de propriedade das fortes corporações. Os cidadãos passaram a ser jornalistas amadores que conversam entre si. Antes, as pessoas narravam seu dia-a-dia e contavam seus segredos no chamado “diário” que era restrito à própria pessoa. Agora, com os blogs, os registros ganham a possibilidade de ter um alcance e uma repercussão muito maiores. O anonimato não existe mais: cada pessoa, seja ela um trabalhador, uma dona de casa ou um adolescente pode mostrar para todo o mundo suas idéias e impressões sobre o cotidiano.
Cada um é seu próprio editor, pode ter suas páginas pessoais renovadas de acordo com a sua aspiração. “Hoje, em torno de 100 milhões de blogs estão online contando novas histórias a cada dia. Boa parte delas convida o leitor-internauta a conhecer um pouco de quem está do outro lado do monitor. Essa vontade de narrar a si próprio e as novas formas de sociabilidade estabelecidas a partir dela...”


Fonte: http://www.pvceara.org.br/opinioes/texto.asp?id=4&var=artigos&c=opinioes

Publicitários X Anunciantes

Renato Cavalher em 02.06.2008 diz:


Quanto vale a criação? Quando comecei a trabalhar com publicidade, há mais de 20 anos, já achava estranha essa prática de bonificar a criação para os grandes clientes. O cenário era outro: os anunciantes investiam pesado na mídia de massa, a lei garantia para as agências uma comissão de 20% sobre os investimentos em veiculação, honorários de 15% sobre os custos de produção e o mercado vivia feliz, com todas as agências bem remuneradas, independentemente do talento despendido no dia-a-dia para seus clientes. As verbas eram maiores e muitas agências se davam ao luxo de abrir mão de seus custos internos de criação, dando origem ao grande monstro que tentamos agora combater. Em 2002, quando trabalhava numa agência multinacional, acompanhei uma negociação com um de nossos maiores clientes, também uma grande multinacional. Depois de ter as comissões achatadas ano após ano de maneira unilateral até chegar num nível de remuneração muito baixo, bem longe das recomendações do CENP, o presidente da agência convidou o diretor de marketing da empresa para um almoço, do qual participei. O ambiente era perfeito para o propósito: o restaurante do hotel Emiliano, em São Paulo. As garrafas de vinho que abasteceram a mesa vieram do fundo da adega, reservado às safras mais nobres. Tudo estava perfeito, até que entramos no assunto, dizendo que as comissões haviam sido reduzidas demais e por isso teríamos que voltar a cobrar os custos de criação. O diretor de marketing descansou o garfo no prato, limpou os lábios no guardanapo, deu um gole no vinho e soltou a seguinte pérola: “vocês nunca valorizaram isso, por que eu tenho que valorizar agora?”. Esta é, para mim, a grande questão a ser debatida no próximo Congresso Brasileiro de Publicidade: como garantir uma remuneração sadia para as agências, de modo a valorizar a idéia, que é o maior capital envolvido nesse negócio? Nossa profissão nasceu com um pecado original. As primeiras agências se autodefiniram assim porque simplesmente agenciavam os espaços publicitários dos veículos de massa, recebendo para isso uma legítima comissão. Mas os tempos mudaram e é preciso repensar o sistema de remuneração de forma mais abrangente. É mais do que justo as agências receberem uma comissão dos veículos para intermediar espaços, uma vez que investem em profissionais e em pesquisas para planejar e negociar a mídia para economizar o dinheiro dos clientes. Assim como é justo que as agências participem de programas de incentivo dos veículos, da mesma forma que participamos dos programas de milhagem das companhias aéreas. Também não é errado cobrar honorários para cuidar de todo o processo de produção gráfica, eletrônica e digital. Mas o que deveria ser sagrado é o valor da criação. É ela que garante a maior eficácia da comunicação e valoriza cada segundo, centímetro ou pixel comprado pelos anunciantes. Disso não podemos mais abrir mão. Como se não bastassem os cortes nas comissões , nos últimos anos a mídia convencional vem perdendo espaço no mix dos investimentos publicitários e não há como reverter isso. Qual a melhor forma de se remunerar adequadamente por uma campanha na qual a grande estratégia é concentrar os recursos em ações virais e de guerrilha, por exemplo, senão pela criação? As alternativas de baixo custo e alto impacto estão se transformando numa tentação irresistível para os clientes, que esperam resolver todos os seus problemas de comunicação num passe de mágica. Cheguei a ouvir de um cliente o seguinte pedido: “não dá pra cancelar o filme na TV e fazer alguma coisa na internet, como a galinha subserviente do Burguer King?”. Falou isso desconhecendo totalmente a estratégia de comunicação integrada da Crispin, Porter + Bogusky, em que o viral da galinha era apenas a cereja em cima de um bolo de muitas camadas. Mas o fato é que esta tendência de utilização de meios alternativos está cada vez mais forte. De uma forma ou de outra, o que precisa ser garantida é a viabilidade operacional das empresas que geram idéias, garantem resultados e ajudam a construir marcas fortes. Seja por meio da combinação entre comissões e custos internos, por meio de um fee que remunere o talento investido ou até pelos utópicos success fee, desde que a agência ganhe assento e voz na mesa onde se decidem as estratégias de marketing. O que não podemos mais é continuar a defender as comissões do passado como a única forma de reconquistar a lucratividade perdida. Esse discurso está antigo, não cola mais, não adianta insistir. É o mesmo que se agarrar à âncora durante o naufrágio.


Fonte: http://www.ccpr.org.br/interna.php?topico=87&pagina=debates&pag=1

Prazer X Obrigação

Danyel Sak em 09.10.2008 diz:


Quando sugeri este tema para debate, me lembrei que, em geral, quando as pessoas comecam a trabalhar em criação, escolhem esta carreira porque gostam de criar, porque criam por prazer. Mas quando encontram uma folha (ou monitor de computador) em branco, comeca o receio. Mesmo assim, quem tem vontade, supera isso e torna-se um profissional. À medida que a pessoa tem mais tempo na profissão e a economia pede menos criatividade, podem ocorrer três coisas:
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Danyel Sak em 09.10.2008 diz:


(continuação) 1. Alguns começam a criar por obrigação, tornando a profissão chata e perdem o objetivo inicial (criar por prazer): a profissão torna-se um peso. 2. Outros só criam por prazer e tendo os seus trabalhos recusados, frustram-se e às vezes vivem só para uma vida de fantasmas.
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Danyel Sak em 09.10.2008 diz:


3. E alguns procuram jogar assim: fazem o melhor que podem no dia-a-dia, mas estão sempre na área, preparados para quando surgir a oportunidade de fazer um golaço. Eu jogo neste terceiro time.
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Danyel Sak em 09.10.2008 diz:


Fica a pergunta: até quando se pode (e se consegue) neste mercado, criar por prazer, mas um prazer que seja eficaz para o cliente (ou só por obrigação)? abs, Danyel Sak - diretor de criação CCZ - www.danyelfolio.blogspot.com


Fonte: http://www.ccpr.org.br/interna.php?pagina=debates&pag=1

Introdução- Publiciade e Propaganda

Bom, primeiramente para dar início às postagens não poderia deixar de falar um pouco do que é a publicidade e propaganda e o que me chamou atenção para a escolha desse curso.
A todo momento estamos rodeados de publicidade tanto consciente como insconscientemente, o mundo é dominado pela publicidade, e ela se faz cada vez mais presente na vida das pessoas. Como o título do blog já diz, ela é a alma do negócio!!!!
As vezes me pergunto: Como seria o mundo sem a publicidade, sem propagandas?????Vc também já pensou nisso??
Por esse e vários outros motivos optei em cursar essa área, pois está crescendo mais e mais e me identifico muito com esse mundo. Adoro o que eu estudo, minha paixão cresce a cada descoberta e aprendizado diferente.
"Estudar publicidade, é desvendar os seus desígnios técnicos, criativos e as relações de força entre meios e objetivos de comunicação. Mas isto não basta — afinal, sob uma superfície de encantamento, eletricidade e fascínio, subjaz na publicidade uma atividade de enorme responsabilidade e de impacto nada desprezível sobre a contemporaneidade. Deste modo, estudar publicidade também deve ser a observação atenta de suas causas e efeitos sob um espectro mais amplo, objetivo que só se torna possível se articulado com o indispensável saber das humanidades. A proposta do curso de Publicidade e Propaganda é dialogar três saberes distintos, todos relevantes tanto para formação profissional quanto acadêmica: saber pensar (as humanidades), saber fazer (as técnicas) e saber agir (a ética).
O profissional de Publicidade e Propaganda desperta e controla interesses em torno de produtos, marcas ou serviços. Com base na elaboração de uma estratégia direcionada ao Marketing, determina a melhor forma de apresentá-la ao mercado e garantir resultados efetivos. Também apresenta soluções publicitárias adequadas ao anunciante por meio de filmes, spots, jingles, anúncios, outdoors, malas-direta e ferramentas interativas; veicula as mensagens publicitárias e define os meios de comunicação de massa ou dirigida mais adequados para atingir os objetivos propostos na estratégia. Durante a campanha, pesquisa o nível de apreensão, compreensão e retorno da mensagem pelo público."

Fonte: http://www.up.edu.br/